Se você esteve imerso nas redes sociais nos últimos dias, especialmente no Twitter, é quase impossível que não tenha cruzado com a imagem de Katy. A protagonista de Uma Fazenda Maluca dominou as discussões online, pegando muitos de surpresa. O filme, uma produção que teoricamente mira o público infantil, acabou chamando a atenção por motivos que passam longe da inocência esperada para o gênero: o design visual da personagem, considerado exagerado e estilizado por muitos internautas, gerou debates acalorados sobre adequação e estética.
A repercussão foi tamanha que o diretor da obra se viu obrigado a vir a público. Diante da viralização e das críticas sobre os traços sugestivos da personagem em um contexto familiar, ele defendeu a produção classificando a polêmica como “hipocrisia”. A trama, baseada em um conto tradicional da literatura tcheca, vai além do visual controverso de Katy. O enredo acompanha Jemmy, um jovem relojoeiro que chega à Praga medieval acompanhado de sua cabra. A dinâmica se complica quando Jemmy se apaixona por Katy, despertando um ciúme incontrolável no animal. Em meio a esse triângulo inusitado, a jovem de Praga assume a missão heroica de salvar o famoso relógio astronômico da cidade, ameaçado pela ganância de vereadores locais que tentam impedir a criação de novas tecnologias.
Reajustes no universo do horror
Enquanto a internet debate as peculiaridades da animação europeia, a indústria de Hollywood reorganiza suas peças para uma das franquias mais icônicas do cinema. Mike Flanagan, cineasta aclamado por seus trabalhos recentes no gênero, teve a data de lançamento do seu aguardado filme de O Exorcista alterada. Originalmente previsto para chegar às telas mais cedo, o longa agora está oficialmente agendado para 12 de março de 2027.
O adiamento não se deve a problemas criativos, mas sim a um conflito de agenda do próprio diretor. A prioridade de Flanagan no momento é a finalização da série de TV baseada em Carrie, de Stephen King. O próprio cineasta confirmou a situação em suas redes sociais, explicando que a produção do novo capítulo da saga de possessão ainda não começou e que não havia motivos para preocupação, apenas uma necessidade logística de concluir um projeto antes de iniciar o outro.
Um novo começo para a franquia
A expectativa em torno deste projeto é alta, especialmente porque a Universal Pictures busca revitalizar a marca após tentativas recentes que não surtiram o efeito desejado. Embora esteja ambientado no mesmo universo do clássico de 1973, que arrecadou 441 milhões de dólares globalmente, o filme de Flanagan não terá ligação com a trilogia iniciada por David Gordon Green em O Exorcista: O Devoto. Aquele projeto, que deveria render três filmes, foi descartado após a saída de Green. A promessa agora é de uma “abordagem radical” e fresca para a história.
Para Flanagan, assumir esse legado é uma honra pessoal, já que o original foi uma das razões que o levaram a se tornar cineasta. A produção conta com nomes de peso, trazendo Scarlett Johansson e Jacobi Jupe no elenco, além da produção da Blumhouse.
Scarlett Johansson por trás das câmeras
A presença de Johansson no projeto de terror marca um momento agitado na carreira da atriz. Além de se preparar para enfrentar forças demoníacas em 2027, ela tem explorado novas facetas na indústria. Recentemente, a estrela fez sua estreia na direção com o filme Eleanor the Great. O drama foca na vida de Eleanor Morgenstein, vivida pela veterana June Squibb, uma nonagenária que, após a triste perda de sua melhor amiga, decide se mudar para Nova York. Lá, a trama se desenrola através de uma amizade improvável que ela constrói com uma jovem de 19 anos, interpretada por Erin Kellyman, mostrando que a versatilidade da atriz agora se estende também para o comando das produções.