A química infalível de Ryan Gosling e Emma Stone: de comédias românticas ao espaço
Muito antes de encantarem o mundo e dominarem as premiações com o fenômeno La La Land: Cantando Estações (2016), Ryan Gosling e Emma Stone já mostravam que tinham uma conexão fora do comum nas telas. O primeiro capítulo dessa parceria de sucesso aconteceu em Amor a Toda Prova (2011), uma comédia romântica que se tornou queridinha do público, não só pelo roteiro afiado, mas pelo elenco estelar que contava com nomes como Steve Carell, Julianne Moore, Kevin Bacon e Marisa Tomei.
A sintonia entre os dois foi tão imediata que chamou a atenção dos diretores John Requa e Glenn Ficarra logo nos testes de elenco. Em conversas com a imprensa, Ficarra relembrou que várias atrizes talentosas ficaram intimidadas pela presença de Gosling durante as leituras de roteiro. Emma Stone foi a exceção: ela entrou na sala, sentou-se e encarou o desafio com uma naturalidade que deixou claro, naquele exato momento, que o papel era dela. Essa dinâmica acabou se repetindo em outros projetos, como o longa Caça aos Gângsteres (2012), consolidando a dupla como um dos “casais” mais icônicos do cinema contemporâneo.
O novo desafio de Gosling em “Project Hail Mary”
Enquanto o público ainda guarda na memória as danças e os diálogos rápidos de Gosling e Stone, o ator agora se prepara para um projeto de escala monumental e bem diferente do gênero romântico. Ryan Gosling é o protagonista de Project Hail Mary, a aguardada adaptação do livro de Andy Weir, mesmo autor de Perdido em Marte. No filme, ele interpreta Ryland Grace, um professor de ciências que desperta em uma nave espacial sem memória de sua identidade ou da missão crítica que carrega: salvar o Sol e, consequentemente, evitar a extinção da humanidade.
A produção promete ser grandiosa em todos os sentidos, inclusive em sua duração. Dados recentes do Yosemite Cinema indicam que o filme terá cerca de 2 horas e 46 minutos de projeção. Se confirmado, o longa se tornará o segundo mais longo da carreira de Gosling, superando os 163 minutos de Blade Runner 2049 e ficando bem acima da adaptação anterior de Weir, Perdido em Marte, que teve pouco mais de 2 horas de duração.
Bastidores de peso e grandes expectativas
A direção de Project Hail Mary marca o retorno de Phil Lord e Christopher Miller aos live-actions, sendo o primeiro trabalho da dupla no formato desde Anjos da Lei 2. Os diretores, que passaram por uma saída conturbada da produção de Solo: Uma História Star Wars, agora comandam um elenco que traz a indicada ao Oscar Sandra Hüller, além de Lionel Boyce e Milana Vayntrub.
Com roteiro assinado por Drew Goddard e uma equipe de produtores que inclui o próprio Gosling e Amy Pascal, o filme não é apenas uma aposta em ficção científica de alto nível, mas também um teste de fôlego para o público. Entre o carisma das comédias do passado e a tensão solitária no espaço profundo, Gosling continua mostrando por que é um dos nomes mais versáteis de Hollywood hoje em dia